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sábado, setembro 25, 2010

'Nosso Lar' sem Jesus



Editorial para o informativo da Igreja Batista Renascença
por Allen Porto

Fui à sala do cinema pra assistir à produção nacional do momento: o filme “Nosso Lar”. De orientação espírita, o filme é baseado na obra do espírito André Luiz, psicografada pelo famoso “Chico” Xavier. 

O filme é um tipo de “autobiografia espiritual”. O autor fala de sua jornada, sobre como viveu uma vida relativamente medíocre – dando lugar a sentimentos negativos, como orgulho e amargura –, morreu em uma sala de cirurgia e acordou em um lugar estranho e tenebroso: um tipo de purgatório dos espíritas (chamado umbral).

Sofrendo as torturas deste lugar, ele finalmente faz um clamor, e é atendido por seres diferentes, vestidos de branco, e com uma maca para levá-lo dali. Ele chega a “Nosso Lar”, uma das cidades espirituais, que fica no cume de uma montanha espiritual, situada ao redor do Planeta Terra.

Em “Nosso Lar” ele é ensinado sobre a mediocridade da vida que levou, e aprende a se tornar uma pessoa melhor – quebrando preconceitos, o orgulho, aprendendo a paciência, o perdão e a caridade. No desenrolar da história conhece outros espíritos, passeia pela cidade – saindo do ministério da regeneração, visitando o ministério da comunicação, o ministério do auxílio e a governadoria. Enquanto passeia, conhece pessoas e ministros.


Indicando o ápice de sua elevação espiritual, ele se torna um “espírito livre” e consegue visitar a sua família (mulher e filhos que deixou quando morreu). Ele os encontra, e pode demonstrar amor, embora não seja percebido, senão pela servente da casa – alguém com o estereótipo de quem segue as “religiões afro”.

O filme encerra com as declarações de que André Luiz continua em “Nosso Lar” - ao longo do filme outras pessoas escolheram “reencarnar”, mas ele não - e se tornou um escritor, enviando, por meio de pessoas que psicografam, tais quais Chico Xavier, seus textos, que já somam pelo menos 16 livros em português, tratando da vida após a morte.

Algo estranho aí? Talvez, se você já conhece algo do filme, tenha estranhado o fato de ele ser dirigido por Wagner de Assis – o mesmo roteirista de “Xuxa requebra” (1999). Além disso, pode ter sentido na propaganda “global” o toque desta rede de televisão, da qual vários atores são reconhecidos na obra – como Werner Schünemann (Emmanuel – ministro de comunicação), Ana Rosa (Laura, uma senhora que reencarna), Othon Bastos (Anacleto, o governador da cidade), Paulo Goulart (Genésio – ministro do auxílio) e Lu Grimaldi (Veneranda – ministra).

O mais estranho, porém, é que o filme demonstra a evolução de um espírito, sem a obra de Jesus. Ele é até mencionado, mas de passagem, e sem grande espaço. Os termos podem até parecer semelhantes em algum aspecto: “regeneração”, “união divina”, “auxílio”, mas o significado é completamente diferente entre o ensino do filme e o ensino da Escritura.

A regeneração da obra não é operada pelo Espírito Santo – este nem aparece. Um filme sobre espíritos em transformação que não demonstra a ação da terceira Pessoa da Trindade é, no mínimo, incompleto. Deus, o Pai, também não tem lugar na obra – Ele não mora na cidade, continua distante dos espíritos iluminados.

A cidade em si não é tão transformadora. Ali ainda há frustração, sofrimento, raiva, angústia, ira, entre outros elementos pecaminosos – demonstrados tanto por André Luiz, quanto por Eloisa.

Algumas declarações possuem aparência de beleza, como na fala de Clarêncio: “O bom da vida é sempre recomeçar”, ou na de Veneranda: “o bem que fazemos é o nosso advogado pela eternidade”, mas ambas fogem da realidade bíblica de que há apenas uma morte, e depois disso o juízo (Hb.9.28), e que o nosso advogado não são nossas obras, mas o Senhor Jesus (1Jo.2).

Assim, o filme advoga sermos salvos por nossas obras e nossos méritos – como bem o declara o ministro Genésio – em uma absoluta contradição do ensino bíblico da justificação pela fé (Ef.2.8; Rm.5).

O “Nosso Lar” está tão cheio de boas obras e méritos, que não há lugar para Jesus ali. Somos convidados a anunciar a salvação somente pela graça, por meio da fé, a uma cultura que cada vez mais se apega às suas obras. Somos convidados a anunciar a verdadeira cidade celestial.

Sola Gratia. Sola Fide. Solus Christus.

Fonte BJC

11 comentários:

Eder Barbosa de Melo disse...

Na minha análise sobre o filme, tentei não me deter tanto ao aspecto religioso, mas foi quase impossível, o filme parece uma novela global doutrinante; além de tudo, tecnicamente falando ficou muito aquém do esperado. Roteiro raso, personagens sem carisma e efeitos especiais (que considerava um dos maiores atrativos do filme rsrs) ora belos, mas ora sofríveis. Não gostei mesmo! Só a mídia "massiva" explica o sucesso do filme.

Rosário e GALO disse...

Acho que temos que respeitar as crenças independente de biblia e outras coisas materiais, acredito em Jesus Cristo como um homem ilumindado, alem do seu tempo e que propagou o bem por onde passou acredito em DEUS como um ser supremo criador de tudo e acredito tb na reencarnação na capacidade do espirito evoluir kda um com seu kda um o ruim dos fanaticos religiosos é que sempre se acham donos da razão e qual razão ?

Samantha disse...

Ué, mas é imviavel a pessoa crer em Jesus Cristo e na reincarnacao ao mesmo tempo. Afinal Jesus morreu pelo nossos pecados para que aqueles que nele acreditam possam se reconciliar com Deus e ter vida eterna. Nessa otica, a reincarnacao nao faz nenhum sentido, pois se cremos em Jesus como nosso salvador que sentido faz ter que voltar para o planeta terra inumeras vezes para pagar nos mesmos pelos nossos erros?

Samantha disse...

INviavel, escrevi no calor do momento eheh

Wan disse...

Vem cá, que tipo de crente é voce que vai assistir filme espírita só pra criticá-lo depois em um post? Por acaso você quer imitar Cleycianne (www.cleycianne.com) , a Serva do Senhor no mundo da internet? Por que vc não deu o dinheiro do cinema pro dízimo da igreja do Edir Macedo ao invés disso?
Vá catar o que postar desocupado!

Anônimo disse...

SAMANTHA NÃO POSSO LHE JULGAR,MAS POSSO REPARAR TAMANHA BURRICE E IGNORÂNCIA,UMA COISA NÃO TEM NADA A VER COM A OUTRA,AS REENCARNAÇÕES TEM O PROPOSITO DE FAZERMOS COM QUE EVOLUISSEMOS MAIS,NÃO POSSO PERDER MEU TEMPO LHE EXPLICANDO O QUE NÃO QUER ENTENDER,MAS NÃO RESISTIR!!

Anônimo disse...

Samanta vá em busca da verdade, e a verdade te libertará,como sugestão você pode iniciar a ler as obras da codificação- inicia pelo livro dos espiritos- vá atrás do conheciemento... e depois fale algo que seja coerente. Geovana

Anônimo disse...

nosso lar não é morada de espiritos puros que é o caso de Jesus , nosso lar é moradia de espiritos igual eu e vc não muito evoluidos.

Anônimo disse...

espirita nem em espirito santo acredita kkk pq vc acha q devia aparecer em um filme espirita coisas de evangelicos

Anônimo disse...

só quem ve Deus são os espiritos puros agente quando vai pro outro lado o maximo que vemos são espiritos bons.

Anônimo disse...

Vi o filme:Nosso Lar...E gostei muito. Enquanto assistia percebi que trouxe uma paz interior,mas antes esteve um pouco nervoso e chateado e que enquanto via o filme mais calmo ficava. Sinceramente eu era católico,agora não sou mais. Aliás não sou mais nada. Mas acredito que o mundo pode ser melhor. O motivo de eu deixar a religião foi que ela não me fazia bem e toda vez que lia a bíblia eu me sentia muito mal.Para eu acreditar em uma determinada coisa,precisa ter fatos(provas).Antes acreditava em Deus,agora não acredito mais. O mundo é cheios de mistério. Existem vários deuses em religiões diferentes,e esse foi o motivo de eu abandonar a religião. Os deuses foram criados por nós quando precisávamos explicar algum fenômeno da natureza. Mas não se sabe qual é o Deus verdadeiro...outros vão dizer que é do cristianismo,budaísmo,islamismo,judaísmo e etc. Mas eu respeito a religiões e a crença de cada um.

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