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terça-feira, julho 26, 2011

Morte trágica de menina gera campanha



A morte trágica de uma menina de 9 anos em Seattle, nos Estados Unidos, gerou uma campanha por doações que já arrecadou mais de US$ 165 mil para levar água a comunidades carentes na África.

Rachel Beckwith havia pedido no mês passado, para seu nono aniversário, que familiares e amigos fizessem doações para uma organização não governamental em vez de lhe dar presentes. Seu objetivo era arrecadar US$ 300.

Na semana passada, porém, Rachel ficou gravemente ferida em um engavetamento envolvendo 13 carros numa estrada próxima à sua casa. No último fim de semana, sua família decidiu permitir o desligamento dos aparelhos que a mantinham viva artificialmente e doaram seus órgãos.

A notícia da tragédia chamou a atenção para a página que a menina havia criado no site da ONG charity:water para arrecadar doações. Em poucos dias, as contribuições superaram mais de 500 vezes sua meta inicial.

Celebração diferente
Em sua mensagem colocada no site no início de sua campanha, Rachel pedia doações em lugar de presentes em seu aniversário.

"No dia 12 de junho de 2011, vou fazer 9 anos. Descobri que milhões de pessoas não vivem até seu quinto aniversário. E por que? Porque elas não têm acesso à água limpa e segura", diz a mensagem.

"Por isso estou celebrando meu aniversário de maneira diferente. Estou pedindo para todo mundo que eu conheço que doem à minha campanha em vez de me dar presentes no meu aniversário", afirma.

Na segunda-feira, dois dias após a morte da menina, sua mãe, Samantha, postou uma mensagem para agradecer pelas doações à campanha da filha.

"Estou impressionada com o imenso amor para transformar o sonho de minha filha em realidade. Diante da dor inexplicável, vocês forneceram uma esperança inegável", disse ela.

"Obrigado por sua generosidade. Eu sei que Rachel está sorrindo!", escreveu.

Segundo a ONG charity:water, as doações recebidas por meio da página de Rachel Beckwith já haviam ajudado até a manhã desta terça-feira a fornecer fontes de água potável para 8.290 pessoas.

Fonte UOL

segunda-feira, junho 27, 2011

Ariovaldo Ramos: “Um cafezinho diário pode transformar a vida de uma criança”





Você sabia que com o valor do café diário você pode transformar a vida de uma criança? Clique aqui p/ saber mais e aqui p/ apadrinhar uma criança.


Vi no Pavablog

quinta-feira, maio 19, 2011

Resumo da Educação no Brasil (Profª Amanda Gurgel)




Situação altamente precária da educação no nosso país, obviamente porque não há interesse político em investir nessa área tão vital, para que os governos corruptos e alienantes continuem enganando o povo, carente de entendimento e esclarecimento. Essa é uma luta desigual, porque envolve classes sem poder nenhum contra pessoas poderosas, que não tem vergonha de usar a máquina governamental para esconder suas reais intenções.

Essa filosofia de mantém o povo na ignorância não é exclusividade do Estado, mas podemos observar as próprias igrejas cristãs que gastam rios de dinheiro com templos faraônicos, mega-shows e mega-eventos mas que não investem um centavo na educação cristã, departamentos infantis e escolas bíblicas sobrevivem pela boa vontade de pessoas que lutam pela educação, assim como essa professora, mas geralmente não tem apoio nenhum da liderança.

A quem interessa um povo alienado?

sexta-feira, maio 13, 2011

As políticas sociais e as obrigações da igreja



"Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me." Mateus 25:34-36

Para os cristãos muitas vezes é difícil conciliar deveres e obrigações do Reino com a graça que nos foi entregue sem que precisássemos pagar absolutamente nada, simplesmente porque Jesus Cristo já sanou essa obrigação ao morrer na cruz, mas analisando por outro lado o novo pacto de Deus com o homem, selado pelo Messias, é totalmente claro dizendo que realmente estamos livres da condenação oriunda do pecado, mas que essa suposta libertação não nos desobriga a fazer parte do cumprimento da missão de Cristo.

As epístolas de Tiago mostram de forma muito objetiva, que não podemos nos enganar que nosso estado de salvos pela graça mediante a fé seja simplesmente um estado de letargia para receber benesses do Reino de Deus, mas muito pelo contrário é o estado em que nos sentimos compelidos a produzir boas obras que demonstrem a nossa fé e o nosso caráter, sendo estas características intrínsecas daqueles que foram lavados e remidos pelo sangue do cordeiro.

Essa é a verdadeira Igreja de Cristo, que deve proporcionar uma vida digna para todos àqueles pelos quais Jesus morreu na cruz, porque Deus amou o mundo, não exclusivamente os seus filhos, mas os que estão perdidos e desgarrados, confiando a nós a tarefa de cuidar do seu rebanho.

A igreja, obrigatoriamente, tem que ser o centro e a referência de todas as políticas públicas no combate contra a fome, começando pela necessidade básica humana da alimentação e se estendendo ao pão que vêm do céu dado a todos os homens para que nunca mais tenham fome de Deus, mas que possa desfrutar de um banquete na presença do Senhor.

Também é mandatório que a igreja seja o alicerce das políticas de distribuição e tratamento de água para que ninguém mais tenha que ter sede e não ter o que beber, que seja acessível à população água pura, esgoto tratado e encanado. Além de uma responsabilidade emergencial com os que passam sede ou estão expostos à doenças, mas também com relação às gerações futuras desenvolvendo políticas de re-utilização e economia de água para que nossos filhos também tenham acesso à ela. Mas além disso tudo precisamos levar a água da vida, aquela que uma vez bebida nunca mais sentimos sede, a água que veio do trono de Deus para purificar nossos pecados e transgressões.

Faculta à igreja ainda que as políticas externas sejam pacificadoras e acolhedoras, constituindo o Reino de Deus na terra como um reino onde a verdadeira paz possa ser encontrada, acolhendo os perseguidos e oprimidos de outras nações, não os explorando mas tratando-os dignamente. Somos, em última instância, também peregrinos nessa terra. Não pertencemos a esse mundo e é exatamente por isso que precisamos levar a mensagem de que em breve desfrutaremos de um novo céu e uma nova terra, a Nova Jerusalém, onde Deus reinará para todo o sempre.

Cabe à igreja as políticas públicas de saúde, não permitindo que pessoas sejam abarrotadas em hospitais como gado, que familiares abandonem pessoas no leito de morte, mas sim, que sejamos as mãos de Deus segurando as mãos dessas pessoas até o último segundo, se possível levando a cura do corpo físico à essas pessoas como Jesus fez a centenas quando esteve nessa terra, mas o mais importe é que possamos levar a cura para a maior doença do ser-humano: o pecado.

E por fim, o Rei espera que a igreja leve políticas carcerarias justas e humanas para os que foram condenados e hoje pagam pelos seus crimes atrás das grades. Não com um sentimento de vingança, mas com o amor e a compaixão que emanam de Cristo, sabendo que os encarceirados são tão pecadores quanto nós, e que merecem ser tratados com todo nosso respeito para que possam ter a possibilidade de restaurar suas vidas quando novamente alcançarem a liberdade, e cabe a nós mostrarmos para eles que a única saída é Cristo. E que não apenas os encarceirados fisicamente sejam nosso alvo, mas também aqueles que vivem atrás de grades mentais, escravizados pelo pecado, incapazes de viver dignamente. Que possamos levar a verdadeira liberdade em Cristo a esses também.

Como o instrumentos de Deus aqui na terra que somos, precisamos tomar consicência da missão de Deus em resgatar o homem em todos o seus aspectos, trazendo de volta sua dignidade e sua honra, encaminhando-o de volta ao Criador. A igreja não pode em hipótese nenhuma se esconder atrás de um discurso espiritual sem assumir sua responsabilidade nesse mundo que jaz no maligno.

E até que os cristãos tomem essa posição corajosa, a qual eu mesmo - o maior dos pecadores - não ouso tomar, outros que nem mesmo conhecem a Cristo estão fazendo nossa parte.

Matheus Soares

quarta-feira, abril 27, 2011

Deus não nos livre de um Brasil evangélico



por Robinson Cavalcanti

Uma primeira constatação é que estamos ainda distantes de ser um "país evangélico": quarenta milhões da população é formada por miseráveis; uma insegurança pública generalizada; uma educação pública de faz-de-conta; uma saúde pública caindo aos pedaços, assim como as nossas estradas, a corrupção endêmica no aparelho do Estado, o consumo da droga ascendente, prostituição, discriminação contra os negros e os indígenas, infanticídio no ventre, paradas de orgulho do pecado, uma das maiores desigualdades sociais do mundo. Uma grande distância do exemplo de vida e dos ensinamentos de Jesus de Nazaré, cujas narrativas e palavras somente conhecemos por um livro chamado de Bíblia, que o mesmo citava com frequência, e que foi organizado por uma entidade fundada pelo próprio: uma tal de Igreja. Uma grande distância da ética e da "vida abundante" apregoada pelas Boas Novas, o Evangelho.

Percebemos sinais do sagrado cristão em nossa História e em nossa Cultura, mas, no geral, ficando na superfície. Se os símbolos importassem tanto, o Rio de Janeiro, com aquela imensa estátua do Cristo Redentor, deveria ser uma antecâmara do Paraíso.

Como cidadão responsável, e como cristão, como eu gostaria que o meu País fosse marcado pela justiça, pela segurança, pela paz, fruto do impacto das Boas Novas, do Evangelho. Sinceramente, gostaria muito que tivéssemos um Brasil mais evangélico.

Fico feliz que Deus não tenha nos livrado da imigração dos protestantes alemães, suíços, japoneses, coreanos, e tantos outros. Fico feliz pelo seu trabalho e por sua fé.

Fico feliz por Deus não nos ter livrado do escocês Robert R. Kalley, médico, filantropo e pastor escocês, fugindo do cacete na Ilha da Madeira (Portugal), pioneiro da pregação do Evangelho entre nós, nos deixando as igrejas congregacionais. Ele nem era norte-americano, nem fundamentalista, pois esse movimento somente surgiria meio século depois. Eram norte-americanos, e também não-fundamentalistas os pioneiros das igrejas presbiteriana, batista, metodista e episcopal anglicana que vieram ao Brasil na segunda metade do século XIX.

Fico feliz por Deus não nos ter livrado desses teimosos colportores que varavam os nossos sertões sendo apedrejados, vendendo aquelas Bíblias "falsas", cuja leitura, ao longo do tempo, foi tirando gente da cachaça e dos prostíbulos, reduzindo os seus riscos de câncer de pulmão, cuidando melhor de sua família, como trabalhadores e cidadãos exemplares.

Fico feliz por Deus não ter nos livrado desses colégios mistos, desses colégios técnicos (agrícolas, comerciais e industriais), trazidos por esses missionários estrangeiros, em cujo espaço confessei a Jesus Cristo como meu único Senhor e Salvador. E, é claro, tem muita gente agradecendo a Deus por não nos ter livrado do voleibol e do basquetebol introduzido pioneiramente nesses colégios… nem pelo fato do apoio à Abolição da Escravatura, à República ou ao Estado Laico.

Por essas e outras razões, é que vou comemorar (com uma avaliação crítica) com gratidão, dentro de seis anos, os 500 anos da Reforma Protestante do Século XVI, corrente da Cristandade da qual sou militante de carteirinha desde os meus dezenove anos.

Essa gratidão ao Deus que não nos livrou dos protestantes de imigração e dos protestantes de missão, inclui, sinceramente, os protestantes pentecostais, herdeiros daquela igreja original, dirigida por um negro caolho (afro-descendente portador de deficiência visual parcial, na linguagem do puritanismo de esquerda, conhecido por "politicamente correto")…, mas que abalaria os alicerces religiosos do mundo. Eu mesmo sou um velho mestiço brasileiro e nordestino, e não me vejo como um ítalo-luso-afro-ameríndio de terceira idade…

Olhando para o termo "evangélico", usado sistematicamente na Inglaterra, a partir de meados do século XIX, como uma confluência da Reforma e de alguns dos seus desdobramentos, como o Confessionalismo, o Puritanismo, o Pietismo, o Avivalismo e o Movimento Missionário, com paixão missionária pelo Evangelho que transforma, dou graças a Deus que Ele não nos tenha livrado da presença dos seus seguidores e propagadores. Até porque, por muito tempo, não tivemos presença fundamentalista (no sentido posterior) e nem do liberalismo, pois esses últimos são bons de congressos e revoluções de bar, mas não muito chegados a andar de mulas por sertões nunca antes trafegados…

Minha avó é quem dizia que "toda família grande vira mundiça", se referindo ao fato de que quando qualquer instituição, grupo ou movimento social cresce, é inevitável que ao lado do crescimento do trigo haja um aumento significativo do joio. Nesse sentido, o protestantismo e o evangelicalismo brasileiro são normais (com desvios e esquisitices), mas, garanto que temos muitíssimo mais trigo (às vezes armazenados nos celeiros, quando deveriam estar sendo usados nas padarias). No meu tempo só tinha crente militante e desviado; depois apareceram os descendentes, os nominais, os de IBGE, os bissextos e os ocasionais.

No sentido histórico dou graças a Deus pelo localizado movimento fundamentalista nos Estados Unidos, em reação ao racionalismo liberal, pois também afirmo a autoridade das Sagradas Escrituras, o nascimento virginal, a cruz expiatória, o túmulo vazio e a volta do Senhor. Depois o termo foi distorcido por um movimento sectário, antiintelectual, racista, e hoje é aplicado até ao Talibã, em injustiça à proposta original

Quanto ao Tio Sam, nem todo republicano é evangélico, nem todo evangélico é republicano, embora, de época para época, haja deslocamentos religiosos-políticos naquele país. Eu mesmo não tenho muita simpatia (inclusive aqui) pelo Partido do Chá (Tea Party), pois tenho longa militância no Partido do Café e no Partido do Caldo de Cana com Pão Doce.

A Queda do Muro de Berlim assinalou o ocaso da modernidade e o início de uma ainda confusa pós-modernidade, com a mundialização da cultura anglo-saxã, no que tem de bom e no que tem de mau, mas, como nos ensina Phillip Jenkins, a Cristandade está se deslocando do hemisfério Norte para o hemisfério Sul, e, inevitavelmente, revelamos nossas imaturidades, que devem e podem ser superadas.

Agora, todo teólogo, historiador ou sociólogo da religião sérios, perceberá a inadequação do termo "protestante" ou "evangélico" (por absoluta falta de identificação caracterizadora) com o impropriamente chamado "neo-pentecostalismo", na verdade seitas para-protestantes pseudo-pentecostais (universais, internacionais, mundiais, galáxicas ou cósmicas), e que é algo perverso e desonesto interpretar e generalizar o protestantismo, e, mais ainda, o evangelicalismo brasileiro, a partir das mesmas.

O avanço do Islã e a repressão aos cristãos onde eles dominam é um "óbvio ululante", a defesa da vida em relação ao aborto, à eutanásia, aos casais que não querem ter filhos, ao homossexualismo, o atentado ao meio ambiente ("cultura da morte") é coerente com o princípio da Missão Integral da Igreja na "defesa da vida e da integridade da criação".

A identidade evangélica se faz por um rico conteúdo e não por antagonismo ou relação reativa a conjunturas.

Sabemos que o mundo jaz do maligno, que o evangelho será pregado a todo ele, mas não que todos venham a se converter, e que descendentes de cristãos nem sempre continuam nessa fé. Assim, o Brasil nunca será um País totalmente cristão, protestante ou evangélico, mas creio que será bem melhor com uma Igreja madura que, sem fugas alienantes, adesismos antiéticos ou tentações teocráticas, possa "salgar" e "iluminar" com os valores do Reino.

Para isso necessitamos (na lícita diversidade protestante quanto a aspectos secundários e periféricos) de líderes sólidos e firmes, vestindo a camisa do nosso time com entusiasmo e garra para o jogo, sem se perderem em elucubrações estéreis, de quem já perdeu a fé na Palavra, não acredita mais na Queda, nem na Redenção, nem na singularidade de Cristo, deixando uma geração órfã de heróis.

Assim, espero que Deus não nos livre dessa presença cultural transformadora; que Deus não nos livre de ser, cada vez mais, um País evangélico.

A Ele, Onipotente, Onisciente e Onipresente, Senhor do Universo e da História, com os anjos e arcanjos, coma Igreja Triunfante e a Igreja Militante, intercedendo por todos que atravessam crises espirituais, seja toda a honra e toda a glória!


Fonte Pavablog (Uma clara resposta ao texto de Ricardo Gondim "Deus nos livre de um Brasil evangélico")

Imagem retirada do blog MP Vida

terça-feira, março 29, 2011

Na Costa do Marfim, 30 mil se refugiam em igreja contra conflito



Foto: Reuters

Estrangeiros esperam para voltar a seus países em Abidjan, Costa do Marfim

Até 30 mil pessoas estão refugiadas em um complexo de uma igreja católica na Costa do Marfim para tentar escapar dos confrontos no país, um missionário disse à BBC.

Um padre na missão católica da cidade de Duékoué disse à BBC que os combates entre o Exército do país e forças leais a Alassane Ouattara, o vencedor das eleições de 2010 reconhecido internacionalmente, estão ocorrendo em volta da igreja.

O padre, que não quis se identificar, disse que muitos dos que buscaram refúgio na missão são imigrantes de outros países do oeste da África que estavam trabalhando nas plantações de cacau da região e que muitos chegam com ferimentos a bala.

Quando falou com a BBC na manhã desta terça-feira, o padre afirmou que estava escondido embaixo de uma mesa e que ainda podia ouvir o tiroteio na cidade. Segundo ele, alguns disparos eram feitos perto da igreja.

"Estamos ouvindo o combate... em frente da igreja, e as pessoas estão dentro da igreja, correndo aqui dentro", disse.

O padre pediu que a missão seja considerada um refúgio pelas facções que estão em confronto no país e acrescentou que as condições de higiene no local estão ruins.

A crise na Costa do Marfim teve início em novembro, após as eleições presidenciais. Apesar de Alassane Ouattara ser considerado o vencedor pela comunidade internacional, seu rival, Laurent Gbagbo, que tentava a reeleição, se recusa a deixar a Presidência.

Três frentes

Um porta-voz da ONU na Costa do Marfim, Hamadoun Touré, informou que os combates agora estão ocorrendo em três frentes, entre as forças leais a Ouattara e as forças do governo de Gbagbo.

A ONU ainda acusa as forças partidárias de Gbagbo de disparar contra civis na maior cidade do país, Abidjan, na segunda-feira, matando pelo menos dez pessoas. Segundo a organização, outro grupo de partidários de Gbagbo queimaram um homem vivo na cidade.

Cerca de um milhão de pessoas já fugiram da violência no país, a maioria de Abidjan, segundo dados da ONU.

O porta-voz da organização também acusou as forças leais a Ouattara de derrubar um helicóptero da ONU perto de Duékoué.

No oeste, partidários de Ouattara atacaram a cidade de Duékoué e outra cidade, Daloa. No leste, eles afirmam que tomaram a cidade de Bondoukou.

O repórter da BBC na cidde de Bouake, região central do país, afirmou que as forças de Ouattara fecharam a fronteira com a Libéria para impedir que os partidários de Gbagbo recrutem mercenários daquele país.

As forças de Ouattara controlam o norte do país desde a guerra civil de 2002.

Fonte UOL e iG

sexta-feira, outubro 22, 2010

Epidemia de cólera no Haiti mata 135 e deixa 1.500 doentes



DA FRANCE PRESSE, EM PORTO PRÍNCIPE


Uma epidemia de cólera que atinge o norte do Haiti já matou 135 pessoas e deixou mais de 1.500 infectadas nos últimos dias, informou nesta quinta-feira Claude Surena, presidente da Associação Médica do Haiti.

"Constatamos 135 óbitos (por cólera) e 1.498 casos de pacientes com diarreia (...) e segundo análises de laboratório, trata-se de cólera", disse Surena.

Familiares e doentes esperam por atendimento em clínica médica de St. Marc, no norte do Haiti



Números anteriores divulgados pelas autoridades sanitárias mostravam que pelo menos 50 pessoas morreram por diarreia aguda e centenas eram tratadas em hospitais locais enquanto testes de laboratórios estavam sendo realizados para determinar a causa da doença.

Segundo rádios locais, a situação mais grave ocorre em Saint Marc, 100 km ao norte de Porto Príncipe, onde há 26 óbitos e mais de 400 hospitalizados.

Em Verette, na mesma zona, a cólera matou 18 pessoas, e outras três faleceram em Mirebalais, no centro do país.

O doutor Jean-Robert Pierre-Louis, do hospital de Drouin, no norte, informou "27 mortos e 300 internados" na região.

O surto ocorre fora da capital, atingida por um terremoto avassalador em janeiro, matando mais de 250 mil pessoas e deixando 1,2 milhão desabrigadas.

CÓLERA
A cólera é transmitida pela água, mas também pela comida que esteve em contato com água contaminada pela bactéria.

A cólera causa muita diarreia e vômitos, seguidos de desidratação. Com um período de incubação pequeno, pode ser fatal se não for tratada a tempo.

A Organização Mundial de Saúde afirma em seu site que a doença "atinge tanto crianças como adultos e pode matar em algumas horas".

Agências de ajuda humanitária têm manifestado durante meses seu receio de surtos de doenças que poderiam se espalhar rapidamente no Haiti devido às precárias condições sanitárias nos acampamentos de desabrigados, com pouco acesso à água potável.

O empobrecido país do Caribe tem sido atingido nos últimos dias por grandes inundações, piorando a miséria daqueles que lutam para sobreviver em barracas e acampamentos que agora permeiam o país.

Fonte Folha.com

terça-feira, outubro 19, 2010

Fragilidade cultural



por Heloísa Dias


As mulheres são as maiores vítimas de crimes passionais no Brasil. Pesquisas do Banco de Dados do Sistema Único de Saúde (Datasus) evidenciam que, entre 1997 e 2007, 41532 mulheres foram mortas vítimas de homicídio no país. A questão histórica e a bagagem cultural machista que foi imputada na sociedade criou um padrão de submissão da mulher em relação ao homem, o que muitas vezes favorece a ideia de poder e controle do sexo masculino sobre o feminino. Pode-se dizer também que a ineficiência da Lei Maria da Penha (que deveria proteger as mulheres) agrava o já alto índice de homicídio das mulheres.

A existência de uma sociedade patriarcal ao longo da história trouxe uma mentalidade sexista, de subordinação das mulheres e alto controle dos homens sobre elas. Com isso, apesar das conquistas femininas em um plano econômico e familiar, elas ainda sofrem a influência histórica que receberam, raramente ocupando cargos de gerência e tendo uma taxa salarial inferior.

A ineficácia da Lei Maria da Penha, que deveria combater os crimes hediondos que são acometidos contra as mulheres, facilita a propagação dessa herança cultural machista, uma vez que é falha em punir e , por isso, permite que mais casos surjam. Como prevê a sociologia, a punição é uma forma de controle e manutenção do sistema, consequentemente, se a punição não é exercida, pode-se dizer que este valor é inexistente para grande parcela da sociedade atual.

Assim, uma possível maneira de combater o problema de crimes passionais contra as mulheres seria alterar, aos poucos, a cultura que foi embutida na sociedade, transmitindo novos valores às gerações vindouras e alterar lentamente o machismo outrora imposto pela história.

Fonte blog da Heloísa Dias


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Texto escrito pela minha namorada que denuncia algo tão grave que ainda acontece na nossa sociedade, mas também pudera, um homem que agride mulheres e pessoas que estão trabalhando quase foi eleito Senador da República.


Essa discussão deveria estar presente no pleito eleitoral, assim como tantas outras injustiças que convivemos diariamente.

domingo, outubro 17, 2010

A cada seis segundos, uma criança morre de fome no mundo



por Leonardo Sakamoto


Segundo a organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), estima-se que 925 milhões de pessoas se deitem com fome todas as noites. O número é menor que o 1,023 bilhão do ano passado, mas ainda assim ultrajante. Tão ou mais é o fato de que uma criança, a cada seis segundos, morre de causas relacionadas à fome no mundo. Seis segundos. E dois terços dos subnutridos estão em sete países: Bangladesh, China, Índia, Indonésia e  Paquistão (Ásia) e Congo e Etiópia (África).
Hoje, é o Dia Mundial da Alimentação. E também aniversário da FAO – criada em 1945, ano em que termina a Segundo Grande Guerra – que completa 65 anos. A data serve para lembrar que a paz não é apenas uma questão de depor baionetas, mas também universalizar uma vida digna. O mundo não terá uma paz real se houver alguém, em algum lugar, que passar o dia sem comer, enquanto outros arrotam fartura. Existe maior violência do que passar sentir a dor de não ter nada para comer?
Tempos atrás, para tratar da efeméride, eu trouxe algumas fotos que tirei – da época em que ainda fotografava – e algumas reflexões. Por conta de políticas públicas implantadas no Brasil para redução da pobreza extrema ou do fim de guerras no exterior, fiquei sabendo que a situação em alguns desses lugares mudou. Mas representam a cara de um desafio que ainda existe por aqui e por lá.
Campo de refugiados em Caxito, Angola. O país enfrentou uma longa guerra civil e não conseguiu garantir condições mínimas de sobrevivência a suas crianças. Dinheiro há – Angola é rica em recursos mineirais, como petróleo e diamantes. Mas o país vem sendo roubado há décadas por governos e elites locais bisonhos e pilhados por empresas multinacionais, entre elas algumas brasileiras.

Vale lembrar que não é a simples doação de alimentos que vai resolver o problema. Ela é um ato importante, pois mantém pessoas vivas enquanto se criam condições para que elas possam trabalhar (decentemente), nos campos ou cidades, e obter seu próprio sustento. O problema é que, nem sempre, essa segunda parte, estrutural, ocorre.
Pai e filho procuram sustento em lixão no interior de Pernambuco. O cheiro e as moscas não eram o pior naquela situação, mas a certeza que eu tinha de que aquelas pessoas simplesmente não existiam. A casa e os utensílios domésticos vinham do que a sociedade não queria mais. Parte do que eles comiam, também.

Combater a fome é bordão citado por políticos em eleição, empresas que querem limpar a barra, entidades não-governamentais e artistas em busca de redenção social. Se bem que nesta eleição, isso tem sido raro – aborto aparece mais do que a fome. Triste, né? Há também aqueles que preferem defender a superficialidade das ações cosméticas. Até porque mudanças estruturais significam cortes na carne, como uma ampla reforma agrária e a mudança de prioridade na aplicação de recursos públicos. Benefícios dos mais ricos têm que dar lugar às necessidades dos mais pobres.
Mas aí, a porca torce o rabo! Vem a turma do deixa-disso, não seja radical, o brasileiro é de paz (tradução: os explorados são uns moles e idiotas), o mundo é assim mesmo, cansei!, uns comem muito outros pouco e vai se levando, olha a legalidade, respeite a propriedade… Traduzindo: mudar sim, desde que tudo fique como está. Sabe como é: tem gente que tem nojo de pobre.
Povoado de Malvinas, no interior do Rio Grande do Norte. A família havia perdido a safra devido à seca. A menina, desnutrida e com tamanho menor do que sua idade pedia, fazia aniversário no mesmo dia que eu. Para vocês, uma informação inútil. Mas para mim, arrasadora.

Durante a ditadura, esperou-se o bolo crescer para dividi-lo. Mas ele cresceu e só alguns foram chamados para comê-lo. Ou melhor, na receita já estava previsto que o bolo era para poucos – a cozinheira é que foi enganada pela sinhá. O aumento na produção de determinadas commodities que não são destinadas para alimentação segue pelo mesmo caminho – vamos dispor de terras que eram importantes para a produção de comida para gerar mercadorias cujos lucros não serão, nem de longe, divididos.
Acampamento guarani no interior do Rio Grande do Sul. De vez em quando vem à tona a notícia de que alguma criança indígena morreu por desnutrição em algum lugar do Brasil. O avanço do agronegócio e das cidades têm expulsado muitos povos indígenas de suas terras ou transformando-as em favelas, o que tira deles sua autonomia alimentar. No Mato Grosso do Sul, isso tem sido tristemente constante. Com a ampliação da cana no estado, isso está piorando.

A FAO informa que o aumento na produção de alimentos terá que ser da ordem de 70% para suprir uma população de 9 bilhões de pessoas em 2050. E quem vai produzir essa comida extra? Segundo as Nações Unidas, os pequenos produtores e suas famílias (que representam cerca de 2,5 bilhões de pessoas ao redor do mundo, têm um papel fundamental) atuando com menos impacto ambiental. Há muita gente querendo plantar no Brasil, pequenos agricultores. Só lhes falta terra, recursos, escoamento, capacitação, tecnologia. Oportunidade.
De acordo com a FAO, na América Latina, poucos países têm legislação que afirmam o direito à alimentação de todos, como Argentina, Equador, Guatemala e Brasil – que tem sido reconhecido como referência em programa de combate à fome e à pobreza extrema, mas ainda tem que suar para erradicar essa vergonha.
Mulher segura filhos desnutridos em comunidade rural de Sao José da Tapera, interior de Alagoas. O lugar já foi considerado o município mais pobre do país, ou melhor dizendo, com menor índice de desenvolvimento humano. A seca lá bate forte e, ironicamente, o São Francisco está a poucos quilômetros da comunidade. O projeto de transposição do Velho Chico vai levar água para abastecer cidades, empresas e o agronegócio – mas será que conseguirá atingir as famílias no meio do sertão. Se, hoje, o poder público não consegue garantir água para essas duas crianças, o que dirá de levar água até a menina desnutrida de duas fotos atrás?

De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), do total de famintos na América Latina e Caribe, quase 9 milhões são crianças com menos de cinco anos de idade. Por isso, só coloquei fotos delas neste post.
Isso também serve para pôr à mesa, cheia ou vazia, que nosso futuro está à espera de soluções firmes para a erradicação da fome. Será que nossa geração terá a coragem de demolir estruturas enraigadas desde a fundação do país, que garantem que uns tenham tudo e outros nada?
Eu espero que sim – apesar de achar que não.

Fonte blog do Sakamoto
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