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domingo, abril 22, 2007

Pastor: o "ungido" do Senhor ou não?



Fonte: http://jessermedeiros.multiply.com/journal/item/1

Quando o assunto é pastor há uma unanimidade quase insana da parte da massa evangélica ignara, de que o pastor é "o ungido do Senhor" e que sob nenhuma circunstância deve-se questionar a sua autoridade .Mas o que é unção? No Velho Testamento a unção era um ato específico dado por Deus a uma pessoa escolhida para a execução de uma determinada missão, e podia ser retirada a qualquer momento, assim como foi com Saul, quando o Espírito de Deus afastou-se dele, e sobre ele veio um espírito maligno. 1 Sm. 16:14 "Tendo-se retirado de Saul o Espírito do SENHOR, da parte deste um espírito maligno o atormentava." Em Is. 45:1 está escrito: "Assim diz o SENHOR ao seu Ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações ante a sua face, e para descingir os lombos dos reis, e para abrir diante dele as portas, que não se fecharão".A unção era dada a quem era e a quem não era servo de Deus, conforme vimos no texto de Isaias. Deus ungia quem bem queria para que sua vontade fosse realizada e a história da salvação seguisse seu curso normal. Ciro era um rei pagão e nunca adorou ao Senhor.


Entretanto foi ungido por Deus para libertar o povo de Israel para voltarem para sua terra. Ungir, segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida, é: "Pôr azeite na cabeça de uma pessoa. Profetas foram ungidos{#1Rs 19.16},"Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar." Sacerdotes também o foram {#Êx 30.30}"Também ungirás a Arão e seus filhos, e os santificarás para me administrarem o sacerdócio." E reis também tiveram o óleo derramado sobre suas cabeças para serem ungidos {#1Sm 16.1-13}"ENTÃO disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.(1)... (13)Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá." Eram ungidos portanto quem Deus bem queria e entendia. Tanto "o Cristo" (grego) como "o Messias" (hebraico) querem dizer "o Ungido", um dos títulos de Jesus, a quem Deus escolheu para ser o Salvador da humanidade {#Jo 1.41;}" Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). {At 4.26-27}."Levantaram-se os reis da terra, E os príncipes se ajuntaram à uma, Contra o Senhor e contra o seu Ungido.

Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel;" O Ungido do Senhor não é outro, senão Jesus Cristo o filho de Deus.

O Dicionário da Bíblia de Jonh Davis reafirma que as palavras Messias e Cristo significam "o ungido".No texto de Lucas 4:18 assim está escrito: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos." O texto em epígrafe não se aplica ao pastor e sim exclusivamente a Jesus Cristo conforme citação do Novo Dicionário de teologia do Novo Testamento, vol. IV, pg. 677 onde se lê: "Em passagens como Is 61:1" O ESPÍRITO do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; " e Ez 16:9, "Então te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo," a unção deve ser entendida metaforicamente, sendo que, em Israel, a unção ritual era apenas disponível para reis e sacerdotes. Is 61:1 deve ser entendido como autoridade. No NovoTestamento (Lc 4:18) este texto é aplicado a Jesus: Ele foi o ungido por Deus para ser o profeta prometido."

Atos 4:26 "Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido;"Comentando este versículo, I. Howard Marshall em seu comentário ao livro de Atos p104, afirma que,"O emprego do termo ungido (i.é Messias) tornou inescapável à aplicação a Jesus". Então como fica o pastor nesta história? A unção de Deus é universal, ou seja, recai sobre todos. Em I João 2:20 lemos:" E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento." No versículo 27 assim escreve o apóstolo:" Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou." O texto é mais do que explícito. Todos somos ungidos e todos nós somos sacerdotes do Senhor conforme está escrito na 1 de Pedro 2:5 "também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo." No verso :9: "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;" Portanto, Pastor, Bispo, Presbítero e etc, não é unção com a conotação dada pelos reverendíssimos e, sim, dom do Espírito Santo de Deus. É comissionamento, é chamado.

Diante do exposto, não vejo onde está esta unção especial defendida e requerida pela maioria dos pastores, principalmente os da linha pentecostal e neopentecostal. Na carta escrita aos Efésios 4:11 o apóstolo Paulo diz que "ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro."Notaram no início do versículo o "ele mesmo concedeu"? Em Mateus 22:29, Jesus diz: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus." e ainda em Marcos 12:24 "Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?"

Defender portanto esta doutrina esdrúxula de que o pastor é o ungido do Senhor, e que é um ser inatacável, e intocável é induzir o irmão ao erro. Não defendo aqui a desobediência ou rebeldia contra o pastor. Não é esse o objetivo deste artigo, mas sim o de demonstrar que nós os cristãos devemos seguir o exemplo dos crentes de Beréia que conferiam se tudo que lhes estava sendo ensinado, se coadunava com os ensinos bíblicos.

A palavra de Deus nos ensina que qualquer um que comete erro é digno de repreensão. Paulo em sua carta aos Gálatas no capítulo 2:11-14 repreendeu a Pedro publicamente por estar se portando de maneira errada."E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?" O ensino bíblico coloca a todos em pé de igualdade. Ninguém é superior a ninguém. Jesus ensinou que aquele que quisesse ser o maior, fosse o menor.Não permitamos que teologias canhestras venham minar o nosso relacionamento com Deus, a igreja e nossos irmãos.Todo pastor que anda consoante os ensinos neotestamentário é digno de honra bem como qualquer membro comum da igreja. Todos são dignos de honra.

O membro não pode nem deve se colocar contra o pastor por discordar de algum pensamento seu, pois o pensar é livre e direito de todos. De igual modo o pastor não pode e nem deve perseguir o membro de sua congregação, chegando às vezes a expulsa-lo por discordar de um pensamento seu. Somos livres para tomar nossas decisões e libertos por Jesus para sermos realmente livres com o conhecimento da verdade."E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."(Jo 8:32)Há que se ter bom senso, tolerância e acima de tudo amor uns com os outros.Em sua primeira carta aos Coríntios o apóstolo Paulo afirma:"AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine." O amor é a solução para toda sorte de problemas que enfrentamos nas nossas igrejas.

O apóstolo Paulo em sua I carta aos Coríntios 13:13 diz:" Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor." Recomendo a leitura de todo o capítulo 13 desta carta com o firme desejo de que essa leitura surta efeito na vida de , todos nós.Certamente que este assunto não se esgota nestas poucas linhas, mas com certeza servirá para trazer um pouco de luz sobre o assunto. Assim espero!

E Deus me ajude que eu não seja excomungado pelo que escrevi!

Shalom Adonai,

Jesser Medeiros (jessermedeiros@yahoo.com.br)

quinta-feira, março 22, 2007

Arrependei-vos




Arrependimento hoje virou apenas uma palavra na nossa famosa oração para que uma pessoa aceite Jesus, usamos 1001 estratégias para que a pessoa repita algumas palavras, dentre elas o arrependimento, mas essencialmente essa "aceitação" é totalmente desprovida da mudança de mente necessária para o conhecimento de Cristo.

Essa mensagem é tão importante que em pontos cruciais do cristianismo ela foi pregada. Depois dos 400 anos de silêncio profético surge João, o Batista, pregando "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus."(Mt 3:2). Possivelmente a primeira pregação de Jesus foi "Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei- vos, porque é chegado o reino dos céus." (Mt 4:17). Quando Jesus está para subir aos céus no Monte das Oliveiras após a Ressurreição "e disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgisse dentre os mortos; e que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém." (Lc 24:46-47). A primeira pregação apostólica após a descida do Espírito Santo foi "Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo." (At 2:38).

Não é de se estranhar que essa maravilhosa mensagem seja tão esquecida em nossos dias, pois ela envolve uma sincera compreensão de que o homem é pecador e sincero desejo de mudança de mente e atitudes perante o Pai, reconhecendo o Senhorio de Cristo e confiando na obra do Espírito Santo, coisas que nada tem a ver com a busca do prazer, satisfação de necessidades e falta de comprometimento tão latentes em nosso meio.

Arrepender-se já não é o primeiro passo para o Caminho, mas é meramente uma formalidade, e o que consideramos importante hoje é que por qualquer meio a pessoa considere-se "crente", seja por sentir-se bem, seja por emocionar-se, seja pelos milagres.

Não podemos nos enganar, a mensagem da cruz de Cristo não mudou. Nós é que mudamos.

Ainda que me mate, Nele esperarei




Essa afirmação de Jó é um tapa na minha cara. Na minha vaidade acabo por me acomodar, achando que prego a Palavra de Deus, que trabalho em sua seara e dou um bom testemunho cristão. Ledo engano. A fé dos santos de Deus que a Bíblia relata é outra completamente diferente. Ela não é baseada em ritos, em comodiade ou em sistemas, mas sim em total abnegação e provação, como no Velho Testamento temos Abraão, José, Jó, Davi, Elias e no Novo Pedro, Paulo, Barnabé, Silas, Estêvão e tantos outros.

Tiago incentiva os cristãos a ter alegria quando passarem por provações, Paulo se alegra na prisão porque isso tem contribuído para a divulgação do evangelho, Jesus diz que temos que odiar a nossa vida nesse mundo para alcançar a vida eterna.

As bem-aventuranças proferidas por Cristo batem de frente com nossos valores egoístas e hedonistas. Vivemos uma espiritualidade alienada, ignoramos o sofrimento do povo que perece. A cada dia que passa enxergo-me mais próximo da mentalidade farisaica.

Minha oração é: Senhor aumenta minha fé! E quase sem entender peço que me prove, sabendo que se ele me provar, irei gemer e me angustiarei, clamarei para fugir da dor, mas que Ele não me ouça nesses momentos, que meus pedidos por vitória sejam ignorados pelo Pai, mas que eu possa aprender com o sofrimento.

segunda-feira, março 19, 2007

O ministério Jesuítico




Gostaria de propôr um novo ministério para a religião evangélica, o Jesuítico. Pode parecer confuso, mas eu explico: Em nossos dias o meio evangélico tem restaurado antigos ministérios e títulos da religião Judaica, como o ministério levítico, destinado aos santos músicos, o ministério gadita, para os valentes conquistadores de territórios, o sacerdócio, onde pastores, bispos e apóstolos tornaram-se mediadores entre Deus e nós, homens pecadores. Nesse clima de reviver o passado, esquecemo-nos da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, visto que temos a herança de quase 1500 anos sob seu domínio, parece ser digno capturar um pouco de sua história e contextualizá-la em nosso arraial, e na verdade já o temos feito, apenas falta um nome apropriado para estas práticas, e não há título melhor do que ministério Jesuítico, baseado na famosa Companhia de Jesus. Explicarei a seguir os principais pontos em que demonstramos profunda semelhança com os seguidores de Inácio de Loyola.

Retiros espirituais
Inácio de Loyola foi um precursor dos "Exercícios espirituais", que incluiam abnegação, afastamento da sociedade, rezas e etc. Hoje na igreja evangélica somos, orgulhosamente, mestres em retirar-nos, fugindo das festas carnais como o carnaval para lugares onde, felizes, encontramos muitas pessoas sãs e deixamos o mundo perecer no pecado.

Crescimento
Os pensamentos dos Jesuítas ao chegarem em novas terras eram os mais belos possíveis, catequizar os nativos, trazendo-os para a inerrante fé Papal. Imagino que nossos slogans como "Ganhar o Brasil para Jesus" são totalmente conformados a essa mentalidade, o crescimento pelo qual passamos deve até mesmo ser maior do que o sucesso dos Jesuítas.

Costumes
Para os Jesuítas não bastava apenas uma confissão do Senhorio de Cristo na vida dos nativos, era necessário uma mudança exterior. Andar nu, fazer desenhos no corpo, tocar músicas com batidas estranhas, alimentar-se da terra eram consideradas grandes heresias e deveriam ser totalmente extirpadas, para que pudessem conservar sua salvação. Nisso os evangélicos contemporâneos são campeões, conseguimos criar as maiores proibições possíveis, como não usar maquiagem, calça jeans, saia pra cima do joelho, tatuagem, piercing, não ouvir música mundana, não beber, não assistir TV, etc. Assim como os jesuítas somos zelosos nas aparências e em destruir a cultura.

Fidelidade... ao poder
Os jesuítas até certo ponto se opuseram a escravidão, desde que isso não prejudicasse seus interesses. Vagavam entre os poderes dominantes para obter privilégios da Coroa e assim continuar seu tão bem sucedido ministério. Os evangélicos gostam de sentir-se poderosos também, temos ministros e deputados fiéis... ao poder. Nossas oposições aos graves problemas da nação são insignificantes. Fazemos marchas para Jesus, mas apenas porque artistas estarão lá pra animar o povo. Nossos políticos evangélicos caem um a um frente as acusações de mensalões e sanguessugas. Pendemos sempre para o lado do mais forte.

Os fins justificam os meios
Para os Jesuítas não importava se os nativos eram trazidos pela escravidão, pela mentira, pela força ou por qualquer outra coisa, o importante era que fossem catequizados, que abandonassem suas práticas estranhas e se comportassem como bons europeus, mesmo que para isso fosse necessário contrair doenças do homem branco. Somos exatamente assim, no afã de ganhar almas pouco nos importamos nas palavras que são pregadas, alguém que se dispões a "aceitar" o Todo-poderoso como salvador é condecorado e festejado, desde que vista-se e comporte-se conforme a imagem e semelhança do pastor.

Realmente somos grandes Jesuítas, e totalmente dignos de tal título. A Igreja Católica Apostólica Romana que nos perdoe, mas somos muito mais eficazes que a Companhia de Jesus, aperfeiçoamos seus métodos para o Século XXI e rumamos a conquista do mundo... para nós mesmos.

Em Cristo,
Matheus Soares

Olhei para a igreja e vi que tudo é vaidade



É vaidade ter um edifício
É vaidade ter um sacerdote
É vaidade ter bons instrumentos
É vaidade ter um sistema de som
É vaidade controlar os dízimos
É vaidade controlar a membresia
É vaidade controlar a freqüência dos cultos
É vaidade considerar quatro paredes casa de Deus
É vaidade não dar voz aos leigos
É vaidade achar que prega-se um evangelho melhor
É vaidade ter um modelo de igreja
É vaidade não mudar a liturgia
É vaidade exercer domínio sobre o povo
É vaidade não acolher os pobres
É vaidade achar-se digno de algo perante Deus
É vaidade ser moralista e legalista
É vaidade não arrepender-se
É vaidade alienar-se do mundo
É vaidade ter bancos estofados
É vaidade retirar-se
É vaidade falar algo além dos ensinamentos de Cristo
É vaidade ser irreverente perante Deus
É vaidade achar que Deus só se manifesta entre quatro paredes
É vaidade separar a vida em sacra e secular
É vaidade achar-se o único correto
É vaidade desprezar o amor
Tudo é vaidade

terça-feira, janeiro 16, 2007

A igreja templocêntrica




Podemos dizer que o início do século IV marcou o a invasão pagã na comunidade cristã. Com o Edito de Milão em 313, o imperador Constantino deu início à fusão da igreja e do Estado e o que aparantava ser o triunfo da igreja foi o seu veneno. Constantino então, recém "convertido", achava ultrajante sua religião não possuir templos suntuosos como os pagãos e ele, como Imperador, precisava manter sua ostentação. Começou-se então uma tentativa de cristianização do paganismo, templos pagãos sendo transformados em templos cristãos, deuses pagãos sendo canonizados como santos cristãos, a composição do clero e a sua instituição como mediadores entre os homens e Deus.

Nesse momento a igreja deixou de ser cristocêntrica e passou a ser templocêntrica. Os interesses não eram mais os de Cristo nem do seu Reino invisível, mas o que passou a importar foram a aparência, o conforto e os números que começaram a crescer, tanto de fiéis quanto de arrecadação.

Depois disso a história nos mostra a união definitiva entre igreja e Império, mais para frente acontece a queda do Império Romano e então surge o domínio do Império da Igreja Católica Apostólica Romana. As indulgências surgiram como uma necessidade da igreja de construir templos e manter seus sacerdotes. Após doze séculos de escuridão e trevas surge a luz da Reforma Protestante, os cristãos puderam então voltar a vislumbrar a graça e misericórdia de Cristo, tiveram acesso a Palavra de Deus em suas línguas nativas e os leigos ganharam um certo espaço na composição do Corpo de Cristo.

Quase cinco séculos após a Reforma, observando a igreja contemporânea notamos fatos alarmantes. É triste ver que nossa religão ainda é templocêntrica. Observamos que a cada dia cresce a preocupação dos líderes em construir templos cada vez maiores e mais luxuosos, cresce a necessidade de arrecadar cada vez mais dinheiro. Para este fim acabam usando meios escusos, até mesmo de forma inconsciente, barateando a mensagem de Cristo, vendendo prosperidade e cura. Dessa fonte não bebem apenas as igrejas neopentecostais, mas hoje praticamente todas as denominações, em maior ou menor escala, desfrutam da venda dessas indulgências, que não são mais para comprar um lugar no céu e uma fuga do suposto purgatório, mas comprar suas bençãos terrenas, dinheiro, fama, sucesso, amor, cura.

Vivemos para sustentar o templo, os sacerdotes, a música e achamos que tudo isso é para o bem do Reino de Deus.

Esquecemos da mensagem de Cristo à samaritana dizendo que não mais adoraríamos neste ou naquele templo, neste ou naquele monte, mas adoraríamos a Cristo em espírito e em verdade, na rua, no trabalho, na escola, no shopping, no supermercado. A igreja primitiva nos ensinou que o dinheiro da comunidade não é para sustentar estruturas gigantescas ou dar conforto para o Clero, mas manter àqueles que necessitam, viúvas, órfãos, doentes, desempregados, quer estejam na igreja ou não.

Até quando o centro do nosso suposto cristianismo serão os templos? Quando nos voltaremos novamente para Deus? Quando voltaremos a pregar o Reino de Deus, o arrependimento, a cruz?

Deus tenha misericórdia de nós.

terça-feira, janeiro 09, 2007

FBI prende fundadores da Renascer; promotores acionam casal no Brasil



O FBI (Federal Bureau of Investigation) --a polícia federal norte-americana-- prendeu nesta terça-feira o casal Estevam Hernandes Filho e Sônia Haddad Moraes Hernandes --fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo-- em Miami. O casal havia embarcado para os Estados Unidos na noite desta segunda-feira, em Guarulhos (SP).

O casal --que estava sendo monitorado pelo Ministério Público e Polícia Federal-- foi preso porque declarou falsamente para a alfândega norte-americana que não carregava mais de US$ 10 mil, mas portava US$ 56 mil (em espécie).

Divulgação
Apóstolo Estevam Hernandes
Apóstolo Estevam Hernandes
Sônia e Estevam conseguiram embarcar para os Estados Unidos porque obtiveram no final de dezembro uma liminar no STJ (Superior Tribunal de Justiça) revogando o pedido de prisão preventiva que havia contra eles. Até então, eles eram considerados foragidos.

No Brasil, Sônia e Estevam são acusados de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, evasão de divisas e estelionato. Os crimes envolveriam as doações feitas pelos fiéis e a abertura de "empresas fantasmas". (Saiba quais são as acusações que existem contra os fundadores da Igreja Renascer)

Divulgação
Bispa Sônia, da Renascer
Bispa Sônia, da Renascer
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação de Repressão ao Crime Organizado), o Ministério Público Estadual de São Paulo irá pedir para o casal também ser investigado nos Estados Unidos pelo crime de lavagem de dinheiro.

No Brasil, a Justiça já havia bloqueado alguns bens do casal, como um haras na região de Atibaia (SP). Apesar do casal possuir uma fortuna estimada em R$ 19 milhões, como uma mansão na Flórida, a igreja acumula dívidas de R$ 12 milhões --como os aluguéis dos vários templos da Renascer.

Para os promotores do Gaeco, a prisão deles com o dinheiro não declarado nos EUA confirma as práticas cometidas no Brasil.

Segundo eles, o Gaeco pediu a cooperação da polícia norte-americana para efetivar a prisão dos fundadores da Renascer. (Saiba quem são os faosos que frequentam a Renascer)

Novo pedido de prisão preventiva

Os promotores do Gaeco informaram que irão entrar com novo pedido de prisão preventiva contra o casal Hernandes. Eles irão alegar que ao retornar ao Brasil Sônia e Estevam podem voltar à condição de foragidos, o que atrapalharia as investigações.

Segundo eles, o crime pelo qual o casal foi detido nos EUA é afiançável. No entanto, eles devem ficar detidos em casa --impedidos de retornar ao Brasil-- enquanto não forem julgados nos Estados Unidos.

Como os advogados do casal já estão cuidando do caso, a expectativa é que eles deixem a Imigração ainda nesta terça-feira e fiquem na propriedade particular enquanto durar o processo.

Acusações

Reportagem publicada pela Folha no dia 25 de outubro informava que um ex-funcionário da Renascer, que se identificou como "J", disse que o dinheiro arrecadado entre os fiéis era usado para pagar funcionários de empresas dos Hernandes. Assim, sobravam mais recursos para que as empresas do grupo comprassem bens.

Numa outra denúncia, o Ministério Público de São Paulo acusou os Hernandes e o bispo primaz Jorge Luiz Bruno de falsidade ideológica. Eles teriam montado uma igreja "laranja", chamada Internacional Renovação Evangélica, para livrar a Renascer de processos.

Segundo a denúncia, a igreja Internacional Renovação Evangélica, criada em 2004 por Jorge Luiz Bruno, não existe fisicamente. No endereço indicado na ata de fundação --rua Maria Carlota, 879, na zona leste de São Paulo-- funciona um templo da Renascer.

Os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação de Repressão ao Crime Organizado) Arthur Lemos, Eder Segura, Roberto Porto e José Reinaldo Carneiro não quiseram se manifestar publicamente, pois o processo está sob segredo de Justiça.

sábado, janeiro 06, 2007

Cada vez mais firme nas minhas convicções



Cada vez mais distante da minha religião

Não sei se isso só acontece comigo, se estou certo ou errado, mas quanto mais me aproximo de Deus, das Escrituras, e obtenho um suposto conhecimento teológico, mas distante pareço estar da religião protestante, ou de qualquer outra religião existente.

Vejo a revelação de Cristo, a Igreja Primitiva, os apóstolos, e tento comparar com o que temos hoje, mas parece-me que só temos sombras do que já foi a idéia de igreja. Vejo templos, clericais, dinheiro, corrupção, inveja, medo, mas não vejo a simplicade do Evangelho de Cristo. As preocupações que iam além do Reino eram relacionadas apenas às necessidades básicas humanas, comer, beber, vestir-se, ter onde dormir, todos tinham tudo em comum (se bem que o bem estar do corpo faz parte do Reino).

E ao mesmo tempo que sinto-me distante dessa religião doentia que temos hoje, sinto-me preso a ela, pois não posso abandorar as pessoas que ali estão, pessoas que precisam de amor, como eu. Mas enquanto não me desligo definitivamente dela, acabo por aderir, mesmo que inconscientemente a esses valores, esqueço-me dos que estão nus, dos que passam fome, daqueles que estão encarceirados, dos que sofrem e vivo para a instituição evangélica.

Senhor, tenha piedade de mim.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

É hora de arrepender-se



"Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas trangressões." Salmo 51:1

Este momento é singelo na vida do Rei Davi, após adulterar com Bate-Seba e mandar seu marido para a morte, Davi é confrontado com sua maior adversidade, o pecado. Este mesmo Davi que derrotou o gigante Golias, que foi perseguido por um rei e que viveu em campos de batalhas depara-se agora com a sua própria miserabilidade como ser humano.

Neste versículo podemos notar claramente o desespero pelo qual ele passa, rogando compaixão, brandura e misericórdia de Deus. É um pedido de socorro da insignificante criatura para com seu Criador.

Isto me ensina que o pior problema de um homem não são os "gigantes" que tenho que enfrentar, nem as lutas e batalhas físicas e materiais, mas o grande problema é o pecado que habita em mim e que a única forma de me achegar a Deus é através desse mesmo sentimento que Davi teve, de profunda contrição, de profundo arrependimento, e que mesmo assim minhas transgressões só são apagadas por um ato gracioso e misericordioso de Deus.

Nosso conceito de santidade é torpe, pois pensamos em alcança-la através de nossas forças, mas na verdade tudo está sob as mãos do Altíssimo. É Nele que somos perdoados e é Nele que somos santificados, não puramente pela nossa vontade, mas pela Soberania de Deus.

Que Deus continue exercendo sua misericórdia para comigo.

Em Cristo,
Matheus Soares

terça-feira, outubro 10, 2006

Tudo é vaidade



João Alexandre

Vaidade no comprimento da saia, no cumprimento da lei
Vaidade exigindo prosperidade por ser o filho do Rei
Vaidade se achando a igreja da história
Vaidade pentecostal
Vivendo e correndo atrás do vento, tudo é vaidade
Vaidade juntando a fé e a vergonha chamando todos de irmãos
Vaidade de quem esconde a verdade por ter o povo nas mãos
Vaidade buscando Deus em si mesmo querendo fugir da cruz
Não crendo e sofrendo, perdendo tempo. Tudo é vaidade.
Falsos chamados apostulados do lado oposto da fé
Dinheiro, saúde, felicidade aquele que tem contra aquele que é
Rádios, TVs, auditórios lotados ouvindo o evangelho da marcha ré
A morte se esconde atrás dos templos Tudo é vaidade

AONDE ESTÁ A HONRA DOS ORGULHOSOS, A SABEDORIA MORA COM GENTE HUMILDE

LIBERDADE, LIBERDADE

quarta-feira, setembro 27, 2006

Por que os Anarquistas não votam



Elisee Reclus

Tudo o que pode ser dito a respeito do sufrágio pode ser resumido em uma frase: Votar significa abrir mão do próprio poder.

Eleger um senhor, ou muitos senhores, seja por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a própria liberdade.

Chamado monarca absoluto, rei constitucional ou simplesmente primeiro ministro, o candidato que levamos ao trono, ao gabinete ou ao parlamento sempre será o nosso senhor. São pessoas que colocamos ?acima? de todas as leis, já que são elas que as fazem, cabendo-lhes, nesta condição, a tarefa de verificar se estão sendo obedecidas.

Votar é uma idiotice.

É tão tolo quanto acreditar que os homens comuns como nós, sejam capazes, de uma hora para outra, num piscar de olhos, de adquirir todo o conhecimento e a compreensão a respeito de tudo. E é exatamente isso que acontece. As pessoas que elegemos são obrigadas a legislar a respeito de tudo o que se passa na face da terra: como uma caixa de fósforos deve ou não ser feita, ou mesmo se o país deve ou não guerrear; como melhorar a agricultura, ou qual deve ser a melhor maneira para matar alguns árabes ou negros. É muito provável que se acredite que a inteligência destas pessoas cresça na mesma proporção em que aumenta a variedade dos assuntos com os quais elas são obrigadas a tratar.

Porém, a história e a experiência mostram-nos o contrário.

O poder exerce uma influência enlouquecedora sobre quem o detém e os parlamentos só disseminam a infelicidade.

Nas assembléias acaba sempre prevalecendo a vontade daqueles que estão, moral e intelectualmente, abaixo da média.

Votar significa formar traidores, fomentar o pior tipo de deslealdade.

Certamente os eleitores acreditam na honestidade dos candidatos e isto perdura enquanto durar o fervor e a paixão pela disputa.

Todo dia tem seu amanhã. Da mesma forma que as condições se modificam, o homem também se modifica. Hoje seu candidato se curva à sua presença; amanhã ele o esnoba. Aquele que vivia pedindo votos, transforma-se em seu senhor.

Como pode um trabalhador, que você colocou na classe dirigente, ser o mesmo que era antes já que agora ele fala de igual para igual com os opressores? Repare na subserviência tão evidente em cada um deles depois que visitam um importante industrial, ou mesmo o Rei em sua ante-sala na corte!

A atmosfera do governo não é de harmonia, mas de corrupção. Se um de nós for enviado para um lugar tão sujo, não será surpreendente regressarmos em condições deploráveis.

Por isso, não abandone sua liberdade.

Não vote!

Em vez de incumbir os outros pela defesa de seus próprios interesses, decida-se. Em vez de tentar escolher mentores que guiem suas ações futuras, seja seu próprio condutor. E faça isso agora! Homens convictos não esperam muito por uma oportunidade.

Colocar nos ombros dos outros a responsabilidade pelas suas ações é covardia.

Não vote!

terça-feira, setembro 26, 2006

Eloisa to Abelard




"Feliz é a inocente vestal;
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças;
Toda prece é ouvida, toda graça se alcança."

Alexander Pope


sexta-feira, setembro 22, 2006

Tem dias...



que só tenho vontade de fazer críticas destrutivas.

É tanta pressão, tantos problemas, tantas tarefas, que me vejo encurralado e a mínima provocação recebe uma declaração bombástica.

Não gosto disso, é claro, mas hoje estou assim, portanto prefiro o silêncio.

Não me provoque.

domingo, julho 30, 2006

Sonho



Em ter um relacionamento profundo com todos aqueles que considero meus amigos.

Digo isso porque hoje em dia sinto falta de muitas coisas de algumas antigas amizades que tive... sabe aquela coisa de voce chegar a qualquer hora na casa do seu amigo, conhecer sua familia, brincar com seu cachorro, chamar pra sair, sem que aquilo pareça um grande compromisso, ligar pra conversar sobre banalidades, falar dos problemas, falar da vida, falar dos questionamentos...

Não que hoje não tenha amizades semelhantes a essas, mas são pouquissimas... Acabamos por substituir tudo que eu disse por um scrap no orkut, ou uma conversa no MSN.

Sinto falta dos amigos que chegam sem avisar em casa... sinto falta dos amigos que se convidam pra almoçar ou jantar, sem que tenhamos que nos importar com o que terá à mesa...

Como no poema q postei anteriormente, isso é como um ideal pra mim, ou um barco de ouro, mas na verdade deve ser apenas um barco de papel.

sábado, julho 29, 2006

Barcos de Papel



Guilherme de Almeida

Quando a chuva cessava e um vento fino
franzia a tarde tímida e lavada
eu saía a brincar pela calçada
nos meus tempos felizes de menino

Fazia de papel, toda uma armada
e, estendendo meu braço pequenino
eu soltava os barquinhos, sem destino
ao longo das sargetas, na enxurrada...

Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
que não são barcos de ouro os meus ideais:
São feitos de papel, como aqueles,

perfeitamente, exatamente iguais...
- que os meus barquinhos, lá se foram eles!
foram-se embora e não voltaram mais!

sexta-feira, julho 28, 2006

"Há tanta beleza no mundo"



Me lembro de ter ouvido essa frase no filme "Beleza Americana". Hoje eu parei em vários momentos do dia pra pensar nisso e pra contemplar as coisas à minha volta, e percebi quantas vezes deixo de lado as coisas belas pra pensar em mim mesmo, nos meus problemas, nas dificuldades.

Chego a conclusão que acabamos por simplesmente existir na maior parte do tempo, mas não vivemos. Somos capazes de pensar e fazer tantas coisas ao mesmo tempo, mas incapazes de parar e olhar a beleza dos "lírios do campo", e não só a beleza natural, a beleza da inteligência humana, que constrói e faz coisas magníficas, e por fim não admiramos o quanto deveríamos o próprio ser humano, algo tão complexo e inexplicável, e belo. É claro que tudo isso nos leva a um único pensamento: Deus. O Criador da vida, Áquele que do nada criou tudo. Tudo mostra a beleza de Deus, o reflexo do Criador na criação.

Vamos viver mais, não apenas existir.

quinta-feira, julho 27, 2006

Deprimido



Nessa minha nova "investida" no blog acabei falhando ontem e não escrevi nada, confesso que estava deprimido, e na verdade, ainda estou, mas já estou melhor que ontem, o que é bom. :)

Esse espaço não é para que eu fique contando meu dia como um "meu querido diário", é para minhas reflexões e devocionais, mas a verdade é que tudo na nossa vida é conectado, tudo nos afeta.

Se eu dissesse para as pessoas que estou deprimido, já viriam falar que é coisa do capeta, que crente não fica deprimido, que vazio é só pra quem não tem a Deus. Para esses eu somente digo que Davi, homem segundo o coração de Deus, ficou diversas vezes deprimido e abatido, mas assim como Ele, minha esperança está no meu redentor que vive, não esperança de que meus problemas uma hora se dissiparão, mas esperança de que um dia estarei com Ele, e nesse momento, os problemas não mais existirão.

Ainda bem que poucos lêem isso aqui. :) Obrigado Sarah :)

segunda-feira, julho 24, 2006

Não ignore a sua razão!




A desvalorização da razão não é privilégio dos fundamentalistas, é uma realidade para a maioria dos cristãos e para a maioria da sociedade, pois é um traço do pós-modernismo que vivemos.

À todo momento existem pessoas tentando nos "ludibriar", como por exemplo produtos que não precisamos, mas pelo seu apelo visual acabamos por consumir. Nunca se viram tantas religiões no mundo como agora, e é claro que a maioria delas prometendo equilibrio, paz interior e, é claro, prosperidade.

A teologia da prosperidade é um traço forte das igrejas evangélicas neo-pentecostais pois traz aquilo que o homem mais acha que necessita hoje, que é o dinheiro para que assim possa consumir mais coisas das quais, na verdade, ele não precisa!

Embora o cristianismo, principalmente a vertente protestante, seja tachada como àqueles que seguem uma fé cega (e na verdade a maioria o faz), isso é absolutamente uma mentira. Se pegarmos como base a epístola de Paulo aos Romanos, no capítulo 12, versículo 1, podemos notar que o culto que Deus espera de nós é um culto racional, e isso de forma alguma exclui a fé, pois a fé é que nos leva até Deus, mas o próprio Criador nos deu um intelecto vasto e complexo, não para que seja ignorado, mas para que seja usado! Resumindo, o cristianismo verdadeiro valoriza a razão.

Infelizmente, muitos cristãos e a própria sociedade tem vivido uma vida alienada, pois não tem capacidade de raciocinar e questionar as coisas à sua volta. O caso dos cristãos protestantes é mais grave ainda, pois levantamos a bandeira de que a nossa única regra de fé e prática é a bíblia, mas na verdade preferimos seguir os dogmas de nossos pastores e denominações, considerando-os acima de qualquer suspeita.

Que haja em nós o mesmo sentimento que houve em Martinho Lutero, o sentimento do questionador, de buscar a verdade nas Escrituras, como também foi feito pelo povo bereiano, o qual Paulo cita numa de suas epístolas.

Valorizemos a nossa razão, e continuemos com a fé no Filho de Deus, nosso Salvador.
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