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quinta-feira, setembro 30, 2010

Falta uma



por Marcello Machado


No aprisco tão cheio de amor,
Percebe atento o Pastor
Que entre tantas ovelhas,
Falta uma lá...
Eram noventa e nove,
Falta uma lá.
Entre tantas vozes,
Ele sente falta daquela voz.
Entre tantos olhares,
Ele deseja rever aquele olhar.
Entre tantos corações,
Ele quer voltar àquele coração.
Entre tantas vidas,
Ele quer reencontrar aquela vida.

Volta hoje, ovelha perdida,
O Pastor te espera
Com o melhor da Vida,
Com a melhor comida!
Ele tem perdão pra você,
Ele tem amor pra você,
Ele tem paz pra você,
Tem festa pra te receber!
De braços abertos, espera você!

Ovelha perdida, nunca esquecida,
Sempre querida pelo Bom Pastor!

Jesus te encontrou,
Estavas perdida, foste achada,
Estavas morta, reviveste...
Deixa Ele te trazer de volta
Pro aprisco da comunhão,
Pois Ele sabe: falta uma.
E não descansa: falta uma.
Ele te quer, Ele te ama!

Mais vale uma alma salva
Que o mundo todo perdido.
Teu valor não passou,
O Pastor Jesus ainda te chama!
Ele te abraça, te lava, te limpa, te leva,
Ele te restaura, revigora, renova... és bem-vinda!

Ovelha encontrada, nunca abandonada,
Sempre amada pelo Bom Pastor!


Fonte Poesia Evangélica

domingo, setembro 26, 2010

A fonte e o Poço



por Arides Martins da Rocha


Jesus descansava à beira do caminho
Enquanto aguardava, paciente, os caminhantes,
Ali, tranqüilo, o Mestre põe-se a meditar sozinho,
Lembrando de Israel os tempos tão distantes.

Do passado se lembrava com clareza,
Até dos preconceitos que os separava.
Em sua mente, preocupado e com tristeza,
Uma oportunidade nova, ainda Ele aguardava.

Desceu ao poço a mulher de Samaria,
Esbelta, aventureira e cheia de ousadia.
No ombro o cântaro vazio ela trazia,
Em busca da água que sempre recorria.

Essa mulher o poço apenas conhecia.
Os erros, os pecados de sua mocidade,
Faziam com que sua alma, seca e vazia,
Buscasse em algum poço afogar sua ansiedade.

A fonte ela encontrou nesse belo dia.
Surpresa, ansiosa e sem temeridade,
Deixou o cântaro e o poço, tudo que possuía,
E da fonte experimentou eterna felicidade.

O poço representa a nossa ansiedade,
Pois quem dela bebe a ela volta novamente.
Numa sucessão que se vai até a eternidade.
Jamais satisfará alguém completamente.

A fonte é diferente em sua trajetória,
Corre sempre, sempre, em direção ao mar.
Da fonte Viva, esta também é a sua história,
Correndo sempre, novas vidas, fontes vai formar.

Cristo é a Fonte Viva e jamais um poço;
Ao sedento e insatisfeito supre para sempre.
Quem a ele chega, mesmo com esforço,
Há de ser nova fonte e jamais um poço.

Deixa, pois, jorrar em sua vida
A fonte imperecível de amor e luz
Quem da fonte se abeberar na lida,
Há de ter, na sua vida, a presença de Jesus!

Fonte:  http://www.batistadobraga.org.br (via Poesia Evangélica)
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